Bóson de Higgs
B
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ósonPB ou
BosãoPE de Higgs é uma partícula elementar bosônica prevista pelo Modelo Padrão
de partículas, teoricamente surgida logo após ao Big Bang de escala maciça
hipotética predita para validar o modelo padrão atual de partículas2 e
provisoriamente confirmada em 14 de março de 2013.3 Representa a chave para
explicar a origem da massa das outras partículas elementares. Todas as
partículas conhecidas e previstas são divididas em duas classes: férmions
(partículas com spin da metade de um número ímpar) e bósons (partículas com
spin inteiro).
A compreensão dos fenômenos físicos que faz
com que certas partículas elementares possuam massa e que haja diferença entre
as forças eletromagnética (cuja interação é realizada pelos fótons) e a força
fraca (cuja interação é feita pelos bósons W e Z) são críticas em muitos
aspectos da estrutura da matéria microscópica e macroscópica; assim se existir,
o bóson de Higgs terá um efeito enorme na compreensão do mundo em torno de nós.
O bóson de Higgs foi predito inicialmente em
1964 pelo físico britânico Peter Higgs, trabalhando as ideias de Philip
Anderson. Entretanto, desde então não houve condições tecnológicas de buscar a
possível existência do bóson até o funcionamento do Grande Colisor de Hádrons
(LHC) em meados de 2008. A faixa energética de procura do bóson foi se
estreitando e, em dezembro de 2011, limites energéticos se encontram entre as
faixas de 116-130 GeV, segundo a equipe ATLAS, e entre 115 e 127 GeV de acordo
com o CMS. Em 4 de julho de 2012, anunciou-se que uma partícula desconhecida e
com massa entre 125 e 127 GeV/c2 foi detectada; físicos suspeitaram na época
que se tratava do bóson de Higgs.4 5 Em março de 2013, provou-se que a
partícula se comportava, interagia e decaía de acordo com as várias formas
preditas pelo Modelo Padrão, além de provisoriamente provar-se que ela possuía
paridade positiva e spin nulo,3 dois atributos fundamentais de um bóson de
Higgs, indicando fortemente a existência da partícula
A partícula chamada Bóson de Higgs é de fato
o quantum (partícula) de um dos componentes de um campo de Higgs. No espaço
vazio, o campo de Higgs adquire um valor diferente de zero, que permeia a cada
lugar no universo todo o tempo. Este valor da expectativa do vácuo (VEV) do
campo de Higgs é constante e igual a 246 GeV. A existência deste VEV diferente
de zero tem um papel fundamental: dá a massa a cada partícula elementar,
incluindo o próprio bóson de Higgs. No detalhe, a aquisição de um VEV diferente
de zero quebra espontaneamente a simetria de calibre da força eletrofraca, um
fenômeno conhecido como o mecanismo de Higgs. Este é o único mecanismo
conhecido capaz de dar a massa aos bóson de calibre (particulas transportadoras
de força) que é também compatível com teorias do calibre.
No modelo padrão, o campo de Higgs consiste
em dois campos carregados neutros e dois componentes, um do ponto zero e os
campos componentes carregados são os bósons de Goldstone. Transformam os
componentes longitudinais do terceiro-polarizador dos bósons maciços de W e de
Z. O quantum do componente neutro restante corresponde ao bóson maciço de
Higgs. Como o campo de Higgs é um campo escalar, o bóson de Higgs tem a rotação
zero. Isto significa que esta partícula não tem nenhum momentum angular
intrínseco e que uma coleção de bósons de Higgs satisfaz as estatísticas de
Bose-Einstein.
O modelo padrão não prediz o valor da massa
do bóson de Higgs. Discutiu-se que se a massa do bóson de Higgs se encontra,
aproximadamente, entre 130 e 190 GeV, então o modelo padrão pode ser válido em
escalas da energia toda a forma até a escala de Planck (TeV 1016). Muitos
modelos de super-simetria prediziam que o bóson de Higgs teria uma massa
somente ligeiramente acima dos limites experimentais atuais e ao redor 120 GeV
ou menos. As experiências mais recentes mostram que sua massa está em torno de
125 GeV/c2.
Partícula de Deus
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ora da
comunidade científica, é mais conhecida como a partícula de Deus (do original
God particle8 ) devido ao fato desta partícula permitir que as demais possuam
diferentes massas 9 - contudo, a tradução literária do inglês seria "a
partícula-Deus".
Segundo o físico brasileiro Marcelo Gleiser,
o título surgiu com o livro do também físico Leon Lederman, que propôs à
editora o título Goddamn particle (Partícula maldita), que não tem qualquer
vinculação com Deus, e serviria para demonstrar sua frustração em não ter
encontrado o bóson de Higgs. Porém Lederman foi convencido a aceitar a mudança
por razões comerciais.
Stephen Hawking diz que bóson de Higgs poderia
DESTRUIR O UNIVERSO
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o prefácio
de seu novo livro, “Starmus”, o famoso físico teórico Stephen Hawking escreve
que o bóson de Higgs, em níveis de energia muito altos, pode tornar-se instável
e causar uma “decadência catastrófica do vácuo” que levaria ao colapso do tempo
e do espaço.
Segundo Stephen Hawking, humanidade pode não
sobreviver aos próximos mil anos na Terra. “O bóson de Higgs tem a
característica preocupante de que pode tornar-se metaestável em energias acima
de 100 bilhões de giga elétron-volts”, afirmou Hawking. “Isto pode significar
que o universo pode sofrer deterioração catastrófica de vácuo, com uma bolha do
verdadeiro vácuo se expandindo à velocidade da luz. Isso pode acontecer a
qualquer momento e nós não podemos prever essa tragédia”.
No prefácio, Hawking salienta que a
possibilidade da partícula se comportar de tal maneira é altamente improvável,
e que a criação das condições para que isso ocorra é impossível, dado o estado
atual do desenvolvimento tecnológico.
“Um acelerador de partículas que chegaria a
100 bilhões de GeV seria maior que a Terra, e é improvável que seja financiado
no atual clima econômico”, brincou o físico.
Os comentários de Hawking foram em resposta
a críticos na comunidade científica que se preocuparam que tais declarações
assustadoras vindas de um cientista de sua eminência poderia dissuadir o
público de financiar experimentos como o do Grande Colisor de Hádrons (GCH),
responsável pela descoberta do bóson de Higgs, no futuro.
John Ellis, físico teórico do laboratório
CERN onde fica o GCH, disse: “Uma coisa deve ficar clara: a descoberta do bóson
de Higgs não causou este problema, e as colisões no GCH não poderiam
desencadear essa instabilidade, pois suas energias são muito baixas”.

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