segunda-feira, 30 de março de 2015

O universo é o ovo de um deus!



Você estava no caminho de casa quando morreu.
   Foi um acidente de carro. Nada notável, mas no entanto fatal. Você deixou para trás uma esposa e duas crianças; Foi uma morte sem dor. A emergência tentou de tudo para te salvas, mas sem sucesso. Seu corpo esta tão destruído que você estava melhor, acredite.
   E foi quando você me encontrou.
“O que… o que aconteceu?” você perguntou. “Onde eu estou?”.
“Você morreu,” eu disse, na verdade. Sem papas na língua.
Tinha um… Um… Caminhão e ele estava derrapando…”
“Sim” eu disse.
“Eu… eu morri?”
“Aham. Mas não se sinta mal por isso. Todo mundo morre.” Eu disse.
   Você olhou ao redor. Não tinha nada. Só você e eu. “Que lugar é esse?” você perguntou, “É a vida depois da morte?”.
“Mais ou menos” eu disse.
“Você é Deus?” você perguntou.
“Sim, eu sou Deus.” Respondi.
“Minhas crianças… minha esposa… e eles?” você perguntou “Eles ficaram bem?”.
“Isso é o que eu quero saber” eu disse. “Você acabou de morrer e a sua principal preocupação é sua família. Isso é uma coisa boa aqui”.
   Você me olhou com fascínio. Para você, eu não parecia Deus. Eu parecia como um homem qualquer, ou talvez uma mulher. Algum figurão ou autoridade, talvez. Mais como um professor de matemática atualmente.
   Não se preocupe, eles ficaram bem, suas crianças iram lembrar de você perfeitamente em todos aspectos. Eles não tiveram tempo de ter desprezo de você. Sua esposa irá chorar por fora, mas secretamente aliviada por dentro. Para ser verdadeiro, seu casamento estava acabando.Se te servir como consolação, ela irá se sentir com muito remorso de se sentir aliviada” eu disse.
“Ah, e o que acontece agora? Eu vou para o céu, inferno ou algo assim? Você perguntou.
“Nenhum, você será reencarnado” eu disse.
“Ah, então os Hindus estavam certos.” Você disse.
“Todas as religiões estão certas nas suas maneiras, caminhe comigo” eu disse.
“Então, qual é a razão de tudo isso?” Você perguntou, “Quando eu nascer de novo, eu serei um papel em branco, certo? Um bebe. Então todas as experiências e todo meu conhecimento das vidas passadas foram em vão!”.
“Não!” eu disse, “Você tem consigo todos os conhecimentos e experiências das suas vidas passadas, você só não se lembra deles agora”.
   Eu parei de andar e te puxei pelos ombros. “Sua alma é mais magnífica, linda e gigante do que você pode imaginar. A mente de um humano pode conter somente uma pequena fração do que você é. É como colocar seu dedo no copo de água para saber se esta quente ou fria. Você coloca um pouco de si em um recipiente, e quando você tira de volta, você ganhou toda experiência (informações quente/frio) que ele tinha.”
“Você estava como humano há 48 anos, então você ainda não esticou e mergulhou na consciência profunda. Se nós ficarmos aqui por muito tempo você vai começar a lembrar de tudo. Mas não tem razão em fazer isso entre uma vida e outra.”
“Quantas vezes eu reencarnei então?” você perguntou.
“Ah, muitas, e em muitas vidas diferentes” eu respondi. “Agora você será um chinesa camponesa em 540 depois de cristo.”
“Espere, o que?” você gaguejou. “Vai me levar de volta ao tempo?”.
“Sim, tecnicamente. Tempo, como você conhece, só existe no seu universo. As coisas são diferentes de onde vim”.
“De onde você veio?” você perguntou.
“Ah claro, eu vim de algum lugar, de algum lugar. E lá tem outros iguais a mim. Eu sei que você queria saber como é lá, mas honestamente você não vai entender.”
“Oh, mas espere, se eu reencarnar em outro lugar do tempo, eu poderia ter interagido comigo em algum momento”, você disse.
“Claro, acontece todo tempo, em ambas as vidas você estava consciente de sua própria vida. Você nem sabia que estava acontecendo.” Eu expliquei.
“Então qual é a razão disso tudo?”
“Sério?” eu respondi, “Serio? Você esta me perguntando o sentido da vida? Isso não é meio estereotipo?
“Bem, é uma pergunta razoável”. Você persistiu.
   Eu olhei no seu olho “O sentido da vida, a razão pela qual eu fiz todo esse universo, é para você amadurecer”.
“Você quis dizer a humanidade? Você quer que nós amadarucemos?”.
“Não, somente você, eu fiz esse universo inteiro para você. Cada vida você cresce e amadurece e se torna um grande e bom intelecto.”
“Só eu? E os outros?”.
“Não tem outros” eu disse “Nesse universo todo, só tem eu e você.”
Você me olhou pálido “Mas as outras pessoas na terra…”
“Todos são você, diferentes encarnações de você.”
“Espere, eu sou “todos”?
“Agora você ta entendendo!” eu disse, com um congratulatório tapinha nas costas.
“Eu sou todos humanos que já existiram?” você perguntou.
“Ou que ira existir, sim” eu disse.
“Eu sou Abraham Lincoln?”
“E é John Boot também” eu adicionei.
“Eu sou Hitler? Você disse assustado.
“E você é os milhões que ele matou.”
“Eu sou Jesus?”.
“E todos que seguiram ele.”
   Você ficou quieto.
“Toda vez que você machucou alguém, você estava se machucando. E todo momento feliz e triste que vivenciou com outro humano, foi, ou será, vivenciado por você.”
   Você pensou por um bom tempo.
“Porque? Porque tudo isso?” você me perguntou.
“Porque algum dia, você irá se tornar igual a mim. Porque isso é o que você é. Você é um dos meus, você é minha criança.”
“Whow”. Você disse incrédulo, “Você quis dizer que sou Deus?”
“Não, não ainda. Você é um feto. Você ainda esta crescendo. Assim que você viver todos os humanos através do tempo, você terá crescido o suficiente para nascer.”
“Então todo o universo” você disse “é só…”
“Um ovo” eu respondi. “Agora é hora de você ir para sua próxima vida.”

E eu te mandei para seu caminho.





terça-feira, 17 de março de 2015

Bóson de Higgs



B
ósonPB ou BosãoPE de Higgs é uma partícula elementar bosônica prevista pelo Modelo Padrão de partículas, teoricamente surgida logo após ao Big Bang de escala maciça hipotética predita para validar o modelo padrão atual de partículas2 e provisoriamente confirmada em 14 de março de 2013.3 Representa a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares. Todas as partículas conhecidas e previstas são divididas em duas classes: férmions (partículas com spin da metade de um número ímpar) e bósons (partículas com spin inteiro).
   A compreensão dos fenômenos físicos que faz com que certas partículas elementares possuam massa e que haja diferença entre as forças eletromagnética (cuja interação é realizada pelos fótons) e a força fraca (cuja interação é feita pelos bósons W e Z) são críticas em muitos aspectos da estrutura da matéria microscópica e macroscópica; assim se existir, o bóson de Higgs terá um efeito enorme na compreensão do mundo em torno de nós.
   O bóson de Higgs foi predito inicialmente em 1964 pelo físico britânico Peter Higgs, trabalhando as ideias de Philip Anderson. Entretanto, desde então não houve condições tecnológicas de buscar a possível existência do bóson até o funcionamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC) em meados de 2008. A faixa energética de procura do bóson foi se estreitando e, em dezembro de 2011, limites energéticos se encontram entre as faixas de 116-130 GeV, segundo a equipe ATLAS, e entre 115 e 127 GeV de acordo com o CMS. Em 4 de julho de 2012, anunciou-se que uma partícula desconhecida e com massa entre 125 e 127 GeV/c2 foi detectada; físicos suspeitaram na época que se tratava do bóson de Higgs.4 5 Em março de 2013, provou-se que a partícula se comportava, interagia e decaía de acordo com as várias formas preditas pelo Modelo Padrão, além de provisoriamente provar-se que ela possuía paridade positiva e spin nulo,3 dois atributos fundamentais de um bóson de Higgs, indicando fortemente a existência da partícula
   A partícula chamada Bóson de Higgs é de fato o quantum (partícula) de um dos componentes de um campo de Higgs. No espaço vazio, o campo de Higgs adquire um valor diferente de zero, que permeia a cada lugar no universo todo o tempo. Este valor da expectativa do vácuo (VEV) do campo de Higgs é constante e igual a 246 GeV. A existência deste VEV diferente de zero tem um papel fundamental: dá a massa a cada partícula elementar, incluindo o próprio bóson de Higgs. No detalhe, a aquisição de um VEV diferente de zero quebra espontaneamente a simetria de calibre da força eletrofraca, um fenômeno conhecido como o mecanismo de Higgs. Este é o único mecanismo conhecido capaz de dar a massa aos bóson de calibre (particulas transportadoras de força) que é também compatível com teorias do calibre.
   No modelo padrão, o campo de Higgs consiste em dois campos carregados neutros e dois componentes, um do ponto zero e os campos componentes carregados são os bósons de Goldstone. Transformam os componentes longitudinais do terceiro-polarizador dos bósons maciços de W e de Z. O quantum do componente neutro restante corresponde ao bóson maciço de Higgs. Como o campo de Higgs é um campo escalar, o bóson de Higgs tem a rotação zero. Isto significa que esta partícula não tem nenhum momentum angular intrínseco e que uma coleção de bósons de Higgs satisfaz as estatísticas de Bose-Einstein.
   O modelo padrão não prediz o valor da massa do bóson de Higgs. Discutiu-se que se a massa do bóson de Higgs se encontra, aproximadamente, entre 130 e 190 GeV, então o modelo padrão pode ser válido em escalas da energia toda a forma até a escala de Planck (TeV 1016). Muitos modelos de super-simetria prediziam que o bóson de Higgs teria uma massa somente ligeiramente acima dos limites experimentais atuais e ao redor 120 GeV ou menos. As experiências mais recentes mostram que sua massa está em torno de 125 GeV/c2.

Partícula de Deus

F
ora da comunidade científica, é mais conhecida como a partícula de Deus (do original God particle8 ) devido ao fato desta partícula permitir que as demais possuam diferentes massas 9 - contudo, a tradução literária do inglês seria "a partícula-Deus".
   Segundo o físico brasileiro Marcelo Gleiser, o título surgiu com o livro do também físico Leon Lederman, que propôs à editora o título Goddamn particle (Partícula maldita), que não tem qualquer vinculação com Deus, e serviria para demonstrar sua frustração em não ter encontrado o bóson de Higgs. Porém Lederman foi convencido a aceitar a mudança por razões comerciais.

Stephen Hawking diz que bóson de Higgs poderia DESTRUIR O UNIVERSO

N
o prefácio de seu novo livro, “Starmus”, o famoso físico teórico Stephen Hawking escreve que o bóson de Higgs, em níveis de energia muito altos, pode tornar-se instável e causar uma “decadência catastrófica do vácuo” que levaria ao colapso do tempo e do espaço.
   Segundo Stephen Hawking, humanidade pode não sobreviver aos próximos mil anos na Terra. “O bóson de Higgs tem a característica preocupante de que pode tornar-se metaestável em energias acima de 100 bilhões de giga elétron-volts”, afirmou Hawking. “Isto pode significar que o universo pode sofrer deterioração catastrófica de vácuo, com uma bolha do verdadeiro vácuo se expandindo à velocidade da luz. Isso pode acontecer a qualquer momento e nós não podemos prever essa tragédia”.
   No prefácio, Hawking salienta que a possibilidade da partícula se comportar de tal maneira é altamente improvável, e que a criação das condições para que isso ocorra é impossível, dado o estado atual do desenvolvimento tecnológico.
   “Um acelerador de partículas que chegaria a 100 bilhões de GeV seria maior que a Terra, e é improvável que seja financiado no atual clima econômico”, brincou o físico.
   Os comentários de Hawking foram em resposta a críticos na comunidade científica que se preocuparam que tais declarações assustadoras vindas de um cientista de sua eminência poderia dissuadir o público de financiar experimentos como o do Grande Colisor de Hádrons (GCH), responsável pela descoberta do bóson de Higgs, no futuro.

   John Ellis, físico teórico do laboratório CERN onde fica o GCH, disse: “Uma coisa deve ficar clara: a descoberta do bóson de Higgs não causou este problema, e as colisões no GCH não poderiam desencadear essa instabilidade, pois suas energias são muito baixas”.



domingo, 15 de março de 2015


C
air em um buraco negro pode não ser tão definitivo quanto parece. Ao invés da morte certa, aplique a teoria quântica da gravidade a esses objetos bizarros, e a singularidade de esmagamento total em seu núcleo desaparece. Em seu lugar, surge algo que se parece muito com um ponto de entrada para um outro universo.
Embora muito provavelmente nenhum ser humano vá cair em um buraco negro tão cedo, imaginar o que aconteceria neste caso é uma ótima maneira de sondar alguns dos maiores mistérios do universo.
   Mais recentemente, isso levou a algo conhecido como o “paradoxo da informação em buracos negros”.
   Segundo a teoria da relatividade geral de Albert Einstein, se um buraco negro lhe engolir, suas chances de sobrevivência são nulas. Primeiro, você será dilacerado pelas forças do buraco negro, um processo chamado caprichosamente de “espaguetificação”. Eventualmente, você atingirá a singularidade, onde o campo gravitacional é infinitamente forte. Nesse ponto, você será esmagado a uma densidade infinita.
   Infelizmente, a relatividade geral não fornece nenhuma base para descobrir o que acontece em seguida. “Quando você chegar à singularidade na relatividade geral, a física simplesmente para, as equações quebram”, explica Abhay Ashtekar, da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA).
   O mesmo problema surge quando se tenta explicar o Big Bang, que os cientistas acreditavam ter começado com uma singularidade. Então, em 2006, Ashtekar e seus colegas aplicaram a teoria da gravidade quântica em loop para o nascimento do universo. Essa teoria combina a relatividade geral com a mecânica quântica e define o espaço-tempo como uma “teia” de blocos indivisíveis de cerca de 10 a 35 metros de tamanho.
   A equipe descobriu que, conforme eles “rebobinavam” o tempo em um universo com gravidade quântica em loop, chegaram ao Big Bang, mas não chegaram a nenhuma singularidade – em vez disso, atravessaram uma “ponte quântica” em um outro universo mais velho.     Esta é a base para a teoria do “grande salto” (Big Bounce, em inglês) das origens do nosso universo.
   Gravidade quântica e buracos negros:
   Agora, Jorge Pullin da Universidade Estadual de Louisiana (EUA) e Rodolfo Gambini da Universidade da República em Montevidéu (Uruguai) aplicaram a teoria em uma escala muito menor – a um buraco negro individual – na esperança de remover essa singularidade também.
   Para simplificar as coisas, o par aplicou as equações da teoria a um modelo de buraco negro simétrico, esférico e não rotativo.
   Neste novo modelo, o campo gravitacional ainda aumenta à medida que você se aproxima do núcleo do buraco negro. Mas, ao contrário dos modelos anteriores, não termina em uma singularidade. Em vez disso, eventualmente reduz a gravidade, como se você saísse do outro lado do buraco negro e pousasse em outra região do nosso universo, ou em outro universo completamente diferente.
   Os pesquisadores acreditam que a mesma teoria poderia banir singularidades de buracos negros reais também.
   Isso significa que os buracos negros podem servir como portais para outros universos. Enquanto outras teorias já haviam mencionado isso, até agora nada poderia passar por esse suposto portal, devido à singularidade.
   Futuro da descoberta:
   É pouco provável que a remoção da singularidade seja de uso prático imediato, mas a descoberta poderia, de fato, ajudar a resolver pelo menos um dos paradoxos envolvendo buracos negros: o problema da perda de informação.
   Buracos negros absorvem informação juntamente com a matéria que engolem, mas também devem evaporar com o tempo. Isso faria com que essa informação desaparecesse para sempre, desafiando a teoria quântica. Mas, se um buraco negro não tiver singularidade, as informações não precisam ser perdidas – podem simplesmente fazer seu caminho até um outro universo.
   Um buraco branco é uma reversão no tempo de um buraco negro, outra singularidade no tempo espacial. A matéria surge imprevisivelmente de um buraco branco. Um exemplo de um buraco branco é a singularidade original do Big Bang. Os buracos brancos seriam um tipo de “extensão” de um buraco negro. Dentro de um Buraco negro poderia existir um tipo de wormhole (buraco de minhoca) para os que nunca ouviram falar, ele é mais ou menos um “túnel” que liga duas regiões do espaço (como se pode perceber é um outro objeto que por em quanto só existe na teoria), de modo que se você entrar por uma boca dele você sai instantaneamente do outro lado. De fato se tivesse um negócio parecido com um desses dentro do buraco negro, a matéria tragada por ele poderia sair num buraco branco (o outro lado do túnel), que do ponto de vista teórico seria exatamente o oposto do buraco negro. Simplificando, segundo a teoria da relatividade o buraco negro é uma região no espaço em que nada pode escapar já o buraco branco seria uma região no espaço em que nada pode “cair”. Como oposto de um buraco negro, um buraco branco expele violentamente a matéria. O buraco branco é um farol brilhante e uma fonte aparentemente infinita de matéria e de energia. Ninguém jamais viu um buraco branco, e muitos acreditam que ele se auto destruiria rapidamente. A matéria expelida se unificaria gravitacionalmente e entraria em colapso, formando um buraco negro que engoliria o buraco branco









sexta-feira, 17 de outubro de 2014

 A realidade é uma simulação?

Q
uem diabos está jogando “The Sims” com a gente?
Acredite se quiser: Físicos encontram evidências de que a nossa realidade pode ser uma mera simulação virtual. Fazemos nós parte do melhor videogame já criado?
Não, você não Por Anderson Kreutzfeldt,
leu errado. De acordo com estudiosos cientistas da Universidade de Bonn, certos aspectos do nosso mundo físico são sustentados por elementos que indicam que a nossa realidade pode não ser nada mais do que uma simulação computadorizada.
A ideia de que somos apenas figuras sustentadas por tecnologias e intelectos superiores parece meio absurda, não é mesmo? O fato é que o cientista planetário Rich Terrile (NASA) acredita veementemente na teoria de que nossa vida não é nada mais do que um videogame.
Silas Beane foi o pesquisador que liderou um grupo de físicos que levantou uma hipótese muito interessante. Segundo as pesquisas, a teoria que mais ganha força é a de que somos uma simulação dentro de outra simulação dentro de outra e assim sucessivamente, com um cenário enriquecido em detalhes, que provavelmente se parece muito com a vida dos nossos “criadores”, para dar a impressão de realidade absoluta. Aparentemente, vivemos em um universo artificial e somos incapazes de nos darmos conta desse fato.
Existe uma teoria chamada “Teoria de campo reticulado” (teoria de física contrária à noção de tempo e espaço continuum da qual temos conhecimentos). Os pesquisadores se basearam nessa teoria para lançar a ideia de que uma simulação de computador (ou um videogame, se preferirem) das próprias leis físicas, que em determinado momento parecem contínuas e que seriam obrigatoriamente inseridas em um retículo espacial, uma adição para a simulação na qual podemos estar vivendo neste momento. Esse retículo tridimensional avança em pequenos passos temporais que limitam a quantidade energética que as partículas virtuais possuem dentro do sistema. Em outras palavras, um recurso virtual que impões “limites”, que poderiam ou não existir para os nossos amados e anônimos criadores.
Isso realmente acontece em certos processos de física quântica que envolvem uma grande quantia de energia (nos raios laser, por exemplo, ou em um feixe de elétrons). Esse retículo limita a energia para que as partículas ocupem seu próprio espaço, com um máximo de energia para que nada nesse “sistema” seja menor do que este permite.
“Se o cosmos é uma simulação numérica, deve haver pistas no espectro de raios cósmicos de alta energia” – dizem os teóricos – ou seja, os raios cósmicos viajariam ao longo dos eixos de uma estrutura, de modo que não conseguiríamos vê-los equalizados em todas as direções.
Com a tecnologia atual e os recursos dos quais a humanidade dispõe, não podemos assegurar definitivamente que estes pesquisadores estão certos ou errados, porém somos plenamente capazes de verificar dentro de algum tempo de estudo, como se orienta a estrutura em que o nosso universo foi criado (ou é simulado, se preferirem).
É uma ideia alucinante e um bocado assustadora, porém, os cálculos de Silas Beane e dos outros pesquisadores deixaram lacunas que não podem ser ignoradas. O principal contra-argumento á teoria dos físicos é que o suposto computador que criou todo nosso universo poderia ter sido criado de qualquer maneira, visto que foi desenvolvido por inteligências e tecnologias muito superiores à nossa, de modo que as técnicas se demonstrariam imperceptíveis a nossos nanicos cérebros humanos.
É claro, acreditar ou não nessa teoria vai de cada um. Mas, se os cientistas estiverem mesmo certos e somos produtos de uma simulação que funciona como uma espécie de videogame, devemos perguntar-nos: Quem diabos está jogando “The Sims” com a gente, porque, que fiquem avisados: o jogo possui alguns bugs como Justin Bieber e Neymar.

O que você acha? Esquisito? Ficção Científica demais? Deixe seu comentário, participe da discussão!



  A Mecânica Quântica

    A luz tem uma especificidade muito importante ela às vezes se comporta como onda e às vezes se comporta como partícula. Em 1924 o físico Francês Louis De Broglie propôs que as partículas materiais em movimento também poderiam se comportar como ondas.
   Mas o que isso significa? Isso significa que, no mundo microscópico, o comportamento das partículas é descrito por equações que são semelhantes às equações que descrevem as ondas. Por exemplo, quando um feixe de elétrons incide num cristal, ele é difratado (espalhado) de modo semelhante ao que acontece com as ondas.
   Porém, no mundo microscópio não há mais certezas. Quando vamos analisar o que acontece com um elétron em um átomo, por exemplo, as equações não fornecem a posição exata nem a velocidade exata do elétron. O que as equações nos fornecem é apenas a probabilidade de o elétron estar numa posição ou ter uma determinada velocidade.

   O princípio da complementaridade:

   Tanto a radiação como a matéria têm um comportamento dual: às vezes se comportam como onda e ás vezes se comportam como partículas. Porém, em cada experimento apenas um dos comportamentos se manifesta; os dois comportamentos se complementam.

   O princípio da incerteza:

   De acordo com a Física Clássica, não há limites para a precisão com que podemos medir uma grandeza. No entanto após uma análise do processo de medida, o físico alemão Werner Heisenberg chegou a seguinte conclusão, conhecida como Princípio da Incerteza: é impossível conhecer simultaneamente e com precisão arbitrária a posição e a quantidade de movimento de uma partícula.
   Isso significa que se tivermos uma grande precisão no valor da posição, teremos uma pequena precisão no valor da quantidade de movimento, e vice-versa.
   Para ver um elétron teríamos que enviar pelo menos um fóton de luz a seu encontro. Mas a colisão do fóton com o elétron irá alterar sua quantidade de movimento; o ato de medir a posição altera o valor da quantidade de movimento.
   Mesmo que não estejamos fazendo nenhuma medida, o Princípio da Incerteza proíbe que uma partícula tenha posição e quantidade de movimento bem definidos simultaneamente.
 

O efeito fotoelétrico

   É a emissão de elétrons por um material, geralmente metálico, quando exposto a uma radiação eletromagnética (como a luz) de frequência suficientemente alta, que depende do material. Ele pode ser observado quando a luz incide numa placa de metal, literalmente arrancando elétrons da placa. Os elétrons ejetados são denominados fotoelétrons, e a radiação eletromagnética usada é, geralmente, a radiação ultravioleta.   É a emissão de elétrons por um material, geralmente metálico, quando exposto a uma radiação eletromagnética (como a luz) de frequência suficientemente alta, que depende do material. Ele pode ser observado quando a luz incide numa placa de metal, literalmente arrancando elétrons da placa. Os elétrons ejetados são denominados fotoelétrons, e a radiação eletromagnética usada é, geralmente, a radiação ultravioleta.








quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A Relatividade de Einstein

A teoria da relatividade

 N
o final do século XIX, muitos físicos famosos acreditavam que a tarefa da física tinha terminado, que nada mais havia para descobrir. Contudo perceberam que esses problemas não eram tão pequenos quanto pensavam; assim só poderiam ser resolvidos com a criação de duas novas teorias: A Teoria da Relatividade e a Mecânica Quântica.
   Essas teorias revolucionaram a Física no início do século XX e ajudaram a conhecer muito da estrutura da matéria. Muitas partículas elementares foram descobertas, e com isso foi possível formular hipóteses sobre a origem do universo, ou melhor, sobre o Big Bang. P or isso essa nova física desenvolvida passou a ser conhecida como Física Moderna e a anterior passou a ser chamada de Física Clássica.
   A Teoria da Relatividade foi criada pelo Físico Alemão Albert Einstein (1879-1955) em duas etapas: em 1905 ele publicou a Teoria da Relatividade Especial e em 1915 publicou a Teorias da Relatividade Geral.
 
   Mas o que de fato é a Teoria da Relatividade?

   É
 a ideia mais brilhante de todos os tempos - e certamente também uma das menos compreendidas. Em 1905, o genial físico alemão Albert Einstein afirmou que tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados. Parece complicado? Bem, a ideia é sofisticada, mas, ao contrário do que se pensa, a relatividade não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. A principal sacada é enxergar o tempo como uma espécie de lugar onde a gente caminha. Mesmo que agora você esteja parado, você está se movendo - pelo menos, na dimensão do tempo. Afinal, os segundos estão passando, e isso significa que você se desloca pelo tempo como se estivesse em um trem que corre para o futuro em um ritmo constante. Até aí, nenhuma novidade bombástica. Mas Einstein também descobriu algo surreal ao constatar que esse "trem do tempo" pode ser acelerado ou freado. Ou seja, o tempo pode passar mais rápido para uns e mais devagar para outros. Quando um corpo está em movimento, o tempo passa mais lentamente para ele.
   Se você estiver andando, por exemplo, as horas vão ser mais vagarosas para você do que para alguém que esteja parado. Mas, como as velocidades que vivenciamos no dia-a-dia são muito pequenas, a diferença na passagem do tempo é ínfima. Entretanto, se fosse possível passar um ano dentro de uma espaçonave que se desloca a 1,07 bilhão de km/h e depois retornar para a Terra, as pessoas que ficaram por aqui estariam dez anos mais velhas! Como elas estavam praticamente paradas em relação ao movimento da nave, o tempo passou dez vezes mais rápido para elas - mas isso do seu ponto de vista. Para os outros terráqueos, foi você quem teve a experiência de sentir o tempo passar mais devagar. Dessa forma, o tempo deixa de ser um valor universal e passa a ser relativo ao ponto de vista de cada um - daí vem o nome "Relatividade". Ainda de acordo com os estudos de Einstein, o tempo vai passando cada vez mais devagar até que se atinja a velocidade da luz, de 1,08 bilhão de km/h, o valor máximo possível no Universo.
   A essa velocidade, ocorre o mais espantoso: o tempo simplesmente deixa de passar! É como se a velocidade do espaço (aquela do velocímetro da nave) retirasse tudo o que fosse possível da velocidade do tempo. No outro extremo, para quem está parado, a velocidade está toda concentrada na dimensão do tempo. "Einstein postulou isso baseado em experiências de outros físicos e trabalhou com as maravilhosas consequências desse fato", diz o físico Brian Greene, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, autor do livro O Universo Elegante, um best seller que explica em linguagem simples as ideias do físico alemão. Mas as descobertas da Relatividade não param por aí. Ainda em 1905, Einstein concluiu que matéria e energia estavam tão entrelaçadas quanto espaço e tempo. Daí surgiu a célebre equação E = mc2 (energia = massa x a velocidade da luz ao quadrado), que revela que uma migalha de matéria pode gerar uma quantidade absurda de energia.
   Por fim, em 1916, Einstein examinou a influência do espaço e do tempo na atração entre os corpos e redefiniu a gravidade - até então, a inquestionável física clássica de Isaac Newton (1642-1727) considerava apenas a ação da massa dos corpos. Sua Teoria da Relatividade, definida em uma frase dele mesmo, nos deixou mais próximos de "entender a mente de Deus".
Uma descoberta genial Einstein mostrou que espaço, tempo, massa e gravidade estão intimamente ligados:

1 - Segundo o físico alemão Albert Einstein, tudo no Universo se move a uma velocidade distribuída entre as dimensões de tempo e espaço. Para um corpo parado, o tempo corre com velocidade máxima. Mas quando o corpo começa a se movimentar e ganha velocidade na dimensão do espaço, a velocidade do tempo diminui para ele, passando mais devagar. A 180 km/h, 30 segundos passam em 29,99999999999952 segundos. A 1,08 bilhão de km/h (a velocidade da luz), o tempo simplesmente não passa.
2 - Uma consequência dessa alteração da velocidade do tempo é a contração no comprimento dos corpos. Segundo a Teoria da Relatividade Especial - a primeira parte da teoria de Einstein, elaborada em 1905 -, quanto mais veloz alguma coisa está, mais curta ela fica. Por exemplo: quem visse um carro se mover a 98% da velocidade da luz o enxergaria 80% mais curto do que se o observasse parado
3 - Na chamada Teoria Geral da Relatividade (a segunda parte do estudo, publicada em 1916), Einstein usou a constatação anterior para redefinir a gravidade. Isso pode ser demonstrado com um exemplo simples: em alguns tipos de brinquedo comum em parques de diversões, a rotação da máquina mantém as pessoas grudadas na parede pela força centrífuga, como se houvesse uma "gravidade artificial".
4 - A gravidade real também funciona assim. O Sol curva tanto o espaço ao seu redor que mantém a Terra em sua órbita - como se ela estivesse "grudada na parede", lembrando o exemplo do brinquedo. Já a força que prende as pessoas ao chão é a curvatura criada pela Terra no espaço ao seu redor. Einstein também descobriu que, quanto maior a gravidade, mais lento é o ritmo da passagem do tempo. Por isso, ele chamou essa força de "curvatura no tecido espaço-tempo".
5 - Uma aplicação prática da Relatividade é a calibragem dos satélites do GPS, que orientam aviões e navios. Pela Relatividade Especial, sabe-se que a velocidade de 14 mil km/h dos satélites faz seus relógios internos atrasarem sete milionésimos de segundo por dia em relação aos relógios da Terra. Mas, segundo a Relatividade Geral, eles sentem menos a gravidade (pois estão a 20 mil km de altitude) e adiantam 45 milionésimos de segundo por dia. Somando as duas variáveis, dá um adiantamento de 38 milionésimos por dia, que precisa ser acertado no relógio do satélite. Portanto, se não fosse pela teoria de Einstein, o sistema acumularia um erro de localização de cerca de 10 quilômetros por dia